Os beneficiários do Bolsa Família precisarão ficar atentos a uma nova exigência criada pelo governo federal em 2026. A partir deste ano, famílias inscritas no Cadastro Único poderão receber visitas em casa para confirmar as informações informadas no sistema.
A medida já começou a valer e tem como principal objetivo aumentar o controle sobre os dados cadastrados, além de evitar pagamentos indevidos e possíveis fraudes nos benefícios sociais.
Com isso, a entrevista domiciliar passa a fazer parte do processo de atualização e manutenção do Bolsa Família, especialmente para determinados grupos de beneficiários.
Entenda como funciona a entrevista domiciliar do Bolsa Família
A nova regra atinge principalmente as famílias unipessoais, ou seja, aquelas formadas por apenas uma pessoa. Nesse caso, o governo quer verificar se os dados registrados no CadÚnico realmente correspondem à situação atual do cidadão.
Além disso, a visita serve para confirmar informações relacionadas à renda, composição familiar, endereço e condições de moradia.
Durante a entrevista, um técnico autorizado do Cadastro Único irá até a residência cadastrada para realizar perguntas e conferir os documentos necessários.
Entretanto, algumas situações específicas possuem exceções e podem seguir outros procedimentos de cadastramento.
Quem pode ficar dispensado da visita em casa
Embora a exigência tenha sido ampliada, alguns grupos poderão realizar o processo de outra forma. Isso acontece porque determinadas situações dificultam ou impedem a realização da entrevista presencial.
Veja quem pode ter regras diferenciadas:
- Pessoas em situação de rua;
- Povos indígenas;
- Comunidades quilombolas;
- Moradores de áreas com alto índice de violência;
- Famílias que vivem em locais de difícil acesso;
- Cidadãos de municípios em estado de calamidade pública.
Nesses casos, o governo poderá adotar alternativas para garantir o acesso ao benefício sem prejudicar os beneficiários.
Nova regra já foi oficializada pelo governo
A obrigatoriedade da entrevista domiciliar foi definida pela Lei nº 15.077, publicada em dezembro de 2024. Além disso, a regulamentação também aparece na Portaria MDS nº 1.145, divulgada no fim de 2025.
Posteriormente, o governo reforçou as orientações por meio do Informe nº 93 do Cadastro Único, publicado em maio de 2026.
Dessa forma, os municípios passaram a seguir oficialmente o novo procedimento para atualização e fiscalização dos cadastros.
Como será feita a visita dos técnicos do Cadastro Único
O processo será simples, mas exigirá atenção dos beneficiários. Por isso, é importante acompanhar os avisos enviados pelos canais oficiais.
Confira como funciona o procedimento:
Recebimento da notificação
Primeiramente, o beneficiário receberá um aviso informando a necessidade da entrevista domiciliar. Essa comunicação poderá ocorrer pelo aplicativo Caixa Tem, SMS, carta ou diretamente pelo CRAS.
Agendamento da visita
Em algumas cidades, será necessário agendar o atendimento. Nesse caso, o próprio aviso enviado ao beneficiário trará as orientações.
Visita na residência
Depois disso, um profissional do Cadastro Único irá até o endereço informado no sistema. O técnico deverá estar identificado com crachá e uniforme oficial.
Realização da entrevista
Durante a conversa, o agente fará perguntas sobre a situação financeira da família, quantidade de moradores na casa e demais informações do cadastro.
Além disso, os documentos dos moradores poderão ser solicitados no momento da visita.
Atualização do cadastro
Por fim, os dados passarão por análise e atualização no sistema do CadÚnico. Caso tudo esteja correto, o benefício continuará sendo pago normalmente.
Documentos necessários para a entrevista do Bolsa Família
Para evitar problemas durante a visita, os beneficiários devem separar antecipadamente os documentos de todos os integrantes da família.
Veja quais documentos podem ser exigidos:
- Documento oficial com foto;
- CPF de todos os moradores da residência;
- Certidão de nascimento ou casamento;
- Comprovante de residência atualizado;
- Declaração escolar de crianças e adolescentes;
- Comprovantes de renda, caso algum membro trabalhe formalmente.
Além disso, manter os dados atualizados no Cadastro Único continua sendo fundamental para não correr o risco de bloqueio ou suspensão do Bolsa Família.
Beneficiários precisam ficar atentos aos avisos oficiais
Com a nova medida, o governo pretende aumentar a fiscalização dos cadastros e garantir que os pagamentos cheguem às famílias que realmente atendem aos critérios do programa.
Por isso, quem recebe o Bolsa Família deve acompanhar frequentemente o aplicativo Caixa Tem, o CRAS da cidade e os canais oficiais do Cadastro Único.
Ignorar convocações ou deixar de atualizar os dados poderá gerar bloqueios temporários, suspensão do benefício e até cancelamento do cadastro em alguns casos.